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10 jogos que valem a pena conhecer no Xbox Game Pass

O serviço de assinatura de jogos da Microsoft já está estabelecido e dando o retorno financeiro e midiático que a empresa esperava. Contando com exclusivos sendo liberados para assinantes no dia de seu lançamento e grandes títulos no catálogo, é difícil contestar seu custo beneficio.

Porém, não é apenas de Monster Hunter World, Batman Return To Arkham, Forza Horizion, Gears of War e Tomb Raider que vive o Xbox Game Pass, além desses e outros grandes jogos, o serviço traz uma ótima oportunidade de conhecer títulos que ficaram fora de evidência, seja por falta de mídia, data de lançamento inoportuna ou mesmo pouco reconhecimento.

A Torre de Controle traz uma lista com 10 jogos, não tão reconhecidos e que valem muito a pena serem jogados.

Abzu

Desenvolvido pela Giant Squid Studios, estúdio formado pelas mentes por trás de Journey, e publicado pela 505 Games, Abzu é um game voltado à exploração subaquática com gameplay direcionado a interação com o ambiente.

Assim como em Journey, o game não conta com cutscenes ou diálogos, sua história é bastante subjetiva e gera interpretações. O destaque fica todo por conta de investigar o belíssimo e vasto oceano, a direção de arte é impecável, a flora e fauna são um colírio aos olhos e a trilha sonora é perfeita e completa essa experiência única de imersão.

Alien: Isolation

Desenvolvido pela The Creative Assembly e lançado pela Sega, Alien: Isolation retrata com fidelidade a ambientação e aquele clima absolutamente tenso do filme clássico de 1979.

Jogamos com Amanda Ripley, filha de Ellen Ripley, desaparecida desde o incidente da nave Nostromo. Vamos em busca de pistas para encontrar sua mãe, porém, as coisas não acontecem como esperado e ficamos presos na estação espacial Sevastopol.

Praticamente desarmados, devemos explorar em busca de outros tripulantes, mas, quem nos encontra é ele, Alien. Quase sem recursos e sozinhos com a criatura, temos um simples e difícil objetivo: sobreviver. Alien Isolation é uma constante perseguição no melhor estilo gato e rato, tenso do começo ao fim e que vale cada minuto e cada susto.

Ashen

Ashen é um RPG de ação desenvolvido pela A44 e publicado pela Annapurna Interactive. Com câmera em terceira pessoa e ambiente cartonizado, o game é claramente inspirado na série Souls e faz isso com muita competência.

As lutas são bem cadenciadas e precisamos nos adaptar para derrotar cada tipo de inimigo, o ambiente é sempre uma ameaça e vamos morrer com frequência, ou seja, aquela receita de bolo que conhecemos, num ambiente novo, com uma história clássica do bem contra o mal e mecânicas bem executadas, é um prato cheio para os amantes do gênero.

Hellblade senua’s sacrifice

Desenvolvido e lançado pela Ninja Theory, o projeto chamou tanto a atenção que a desenvolvedora foi adquirida pela Microsoft posteriormente. Hellblade tem temática nórdica e celta e correu um risco enorme ao abordar um tema muito delicado, a psicose. A protagonista, Senua, é uma guerreira picta traumatizada pelos horrores da guerra e que durante sua jornada tem de enfrentar seu passado e seus traumas, agravando sua doença.

O risco valeu a pena, o jogo é uma obra de arte, com cenários maravilhosos, uma gameplay imersivo, uma trilha sonora precisa e que ainda conta com uma atuação fantástica da atriz Melina Juergens, no papel principal. Este é um game obrigatório do serviço, que mesmo sendo de um estúdio independente, até então, traz uma qualidade que muitos jogos AAA não conseguem alcançar.

Hello Neighbor

Desenvolvido pela Dynamic Pixels e publicado pela TinyBuild, é um jogo de sobrevivência com visual ao estilo Fortnite. Com objetivo de descobrir o que seu estranho e assustador vizinho esconde em seu porão, Hello Neighbor não tem a profundidade de HellBlade ou Ashen, mas é dinâmico e traz um gameplay divertido e desafiador.

O vilão vai se adaptando as suas estratégias de invadir a casa e dificultando as coisas, mas não de uma forma frustrante e punitiva, a I.A dele tem falhas, até propositais, para causar um equilíbrio na dificuldade e deixar o alcance do objetivo desafiador na medida certa. É um jogo para umas horas no fim de semana, mas vale a pena para quem curte um estilo stealth e um pequeno mistério.

Life is Strange

Desenvolvido pelo estúdio Dontnod Entertainment e publicado pela Square Enix, Life is Strange tem um gameplay nos moldes dos jogos da extinta Telltale. O estilo “point n’ click” com o foco na narrativa, onde nossas escolhas influenciam diretamente nos acontecimentos adiante e na conclusão da história, porém com um grande diferencial, na história do jogo você pode voltar no tempo e refazer suas escolhas, gerando consequências à história. O jogo nos encanta com um belo e envolvente enredo, personagens cativantes e enigmáticos, que nos leva a querer cavar fundo todas as nuances destes.

O jogo é lançado em forma de episódios e no Game Pass encontramos a primeira temporada completa, LiS: Before the Storm, uma aventura que antecede a história do primeiro e já dois episódios lançados da segunda temporada, com uma boa perspectiva de lançamento rápido dos episódios seguintes no serviço, caso siga o padrão dos dois primeiros.

Mutant Year Zero: Road To Eden

Desenvolvido pelo estúdio sueco The Bearded Ladies e publicado pela Funcom, este RPG tático é baseado em seu homônimo RPG de mesa. Em um mundo pós-apocalíptico, há poucos recursos para sobreviver e os únicos que podem alcançar os locais onde estes estão são mutantes. A jornada se dá em busca de sobrevivência e alcançar o Eden, lugar onde haveria descanso e paz.

O sistema de combate é semelhante ao do consagrado XCOM, as batalhas acontecem em turnos alternados: primeiro você, e depois os inimigos. O gameplay é desafiador, os itens são escassos e aprender o momento certo de disparar, mudar de cobertura ou quem sabe sacrificar uma unidade é vital para progredir.

Prey

Desenvolvido pela Arkane Studios e publicado pela Bethesda, Prey é um FPS de sobrevivência que se passa no futuro, dentro de uma estação espacial, a Talos 1, onde comandamos o protagonista, Mongan Yu, que precisa salvar o local que foi tomado por uma infestação alienígena.

O jogo traz uma história interessante, que é contada basicamente por documentos de áudio, texto e vídeo, a única cutscene é praticamente no fim do game, com um plot bem interessante, portanto para entender por completo precisamos estar bem atentos.

O gameplay é muito consistente e o ponto alto do título, com destaque para as inúmeras formas de alcançar nossos objetivos, visto que podemos progredir usando a força, estratégias furtivas ou habilidades sobre-humanas advindas da tecnologia extraída dos alienígenas. O game é um prato cheio aos amantes de game survival, visto que não temos uma abundância de itens, especialmente nas dificuldades elevadas e vamos rodar em busca de maneiras de abrir portas.

Star Wars: Knights of Old Republic

O sistema de retro compatibilidade do Xbox One possibilita que no catálogo de jogos do Game Pass encontremos vários games do 360 e até alguns do Xbox clássico, um destes é Star Wars: Knights of Old Republic, desenvolvido pela Bioware para o console e publicado pela LucasArts, este foi o primeiro game de RPG dentro do universo de Star Wars.

A história do game é riquíssima e nos coloca 100% dentro do universo. Bem antes dos acontecimentos dos filmes, cerca de 4000 anos, Darth Malak um Ex-Jedi ataca naves da república, o nosso personagem é criado e será um desses pilotos.

As decisões que tomamos durante o jogo mudam a nossa relação com os aliados, podemos perder ou obter informações importantes e até a assistência que recebemos, dependem de nossas ações. As muitas possibilidades do game retratam bem o dilema dos guerreiros Jedi de ceder ou não ao lado Negro e, conforme escolhemos, somos beneficiados em certos atributos.

O game se baseia nas regras do sistema D20 para jogos de RPG, desde a criação dos personagens, onde escolhemos seus atributos entre Força, Destreza, Carisma, entre outros, assim como classe, gênero e habilidades. As batalhas são em turnos, onde ambos atacam ao mesmo tempo, mas podemos planejar alguns movimentos e depois assistir a luta, apenas dando atenção caso desejarmos realizar um comando, como se curar.

Apesar da época, o game é obrigatório para os fãs de Star Wars e de um RPG de qualidade.

Vampyr

Desenvolvido pela Dontnod Entertainment e publicado pela Focus Home Interactive, Vampyr é um RPG de ação onde assumimos o controle de um médico vampiro de Londres, no ano de 1918, em meio à gripe espanhola.

No jogo temos a missão de descobrir o que aconteceu com Jonathan Reid, como ele se tornou um vampiro e se isso pode ser desfeito. O game dá a possibilidade de escolhermos como jogar, impactando em poderes que vamos obter e na dificuldade que teremos para concluir o game, podemos passar todo o jogo sem matar um inocente se quer, mas teremos de lhe dar com a sede de sangue do personagem e as consequências que isso traz.

Vampyr é um ótimo RPG, que traz muitos elementos investigativos e uma série de possibilidades para terminarmos sua camapanha.

Vale Lembrar que o Gamepass detém um catálogo com mais de 100 jogos, desde games indies até jogos consagrados, e recentemente, ao menos um título de impacto vem sendo adicionado por mês. Os jogos podem ser baixados e excluídos da sua conta a qualquer momento, quantas vezes desejar. A assinatura do serviço custa R$29,90 por mês e pode ser desativada a qualquer momento.

E você, conhece mais algum jogo que vale a pena conhecer no Gamepass? Nos conte nos comentários.