Análise|Road Redemption – Muito além de porrada com motos

Road Redemption é um game que me lembra a infância. Quando eu era criança, eu ia na casa de alguns amigos que possuíam o Mega Drive e sempre ficava assistindo eles jogando o clássico Road Rash. A premissa básica do jogo é simples: pegue uma moto, detone seus adversários, e chegue nas primeiras posições. Desde então, uma série de clones surgiram. Sempre partindo da mesma premissa, mas cada um com suas particularidades. E Road Redemption é um desses jogos.

Corra, mas bata em todo mundo

No game nós controlamos um motociclista que está em uma missão: caçar o assassino de um dos membros do cartel. Eles ofereceram a quantia de 15 milhões de dólares para quem capturasse o assassino. Com isso, o mundo dos motociclistas está em polvorosa e três facções estão na caçada: os Reapers, Sigma e os Phantoms.

Por conta disso, temos que passar por diversas fases e cada uma delas com missões diferentes. O grande diferencial do game é que as telas, estradas, adversários, armas e tudo o mais é criado de maneira aleatória. Além disso, tudo o que conquistamos com dinheiro durante a jornada é retirado, ficando somente o que compramos com pontos de experiência. Isso aumenta ainda mais a dificuldade do game, já que não adianta tentar decorar padrões nem nada do tipo. E também tem o fato de começarmos sempre no nível mais baixo. 

Imagem de Road Redemption
Cena de Road Redemption

Os comandos são bem intuitivos e funcionam relativamente bem, exceto quando batemos em algum obstáculo e ficamos “presos” em falhas, e isso destrói completamente a nossa corrida. Em alguns momentos também as motos dão pulos totalmente bizarros e do nada. 

Uma das coisas mais divertidas do game é arrebentar a cabeça dos adversários. A sensação de fazer isso é praticamente a mesma de quando jogava Road Rash 20 anos atrás. Além de canos de ferro, podemos usar facas, espadas, bombas, metralhadoras e muitas outras armas. Todas podem ser melhoradas com dinheiro acumulado durante as corridas e melhorias também podem ser feitas com o acúmulo de experiência. 

Som na caixa e pé na estrada

A trilha sonora de Road Redemption é sensacional. Ela é toda formada por músicas no estilo heavy metal que condizem com o ambiente do jogo. Algumas são mais agitadas que as outras e todas muito bem feitas. O efeito sonoro das armas acertando nos adversários também é muito bom. Trazendo consigo todo o peso que eles precisam ter. Além do ronco do motor das motos.

Todas as estradas possuem alguns atalhos que podem auxiliar o jogador, seja com armas extras, itens de recuperação e outros. E em algumas curvas é mais fácil bater e se estourar na parede ou obstáculos do que fazê-las com qualidade. Isso tudo enquanto damos porrada nos adversários, que podem nos garantir mais dinheiro, pontos de vida e pontos de nitro. 

Conclusão

No geral, Road Redemption é um jogo competente naquilo que se propõe a fazer. Ele não necessariamente reinventa nada, mas faz de forma competente a sua proposta. Os fãs de Road Rash com certeza vão adorar, além de novatos no gênero. Se você está procurando uma aventura para relaxar e detonar alguns adversários, dê uma chance à esse game. 

O review foi Road Redemption elaborado com uma cópia de Nintendo Switch.

Um treinador de Pokémon aposentado que quer se tornar profissional de futebol de botão. Ama joguinhos mais que tudo e prefere debater ideias e teorias sobre eles do que necessariamente jogar. Power metal é água, ou seja, a fonte de vida.