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Análise | Scarlet Nexus – Liberte o Poder da Mente

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Análise | Scarlet Nexus – Liberte o Poder da Mente

Um pouco atrasado, mas antes tarde do que nunca, trago-lhes a análise da Torre de Controle sobre Scarlet Nexus, o primeiro jogo da Bandai com foco na nova geração.

Scarlet Nexus, traz tudo e um pouco mais do que podemos esperar de um jogo com temática baseada em animes e mangás. O jogo foi desenvolvido e publicado pela Bandai Namco e lançado em 24 de Junho para Playstation, Xbox e PC (geração anterior de consoles inclusa). Confira o trailer de lançamento abaixo:

Poderes, política e conspirações

Scarlet Nexus tem uma história diversificada, que começa simples e se torna mais e mais complexa com o passar dos capítulos. Ao iniciar o jogo, o jogador é confrontado com uma escolha: qual personagem escolher? Similar ao que temos em Nier: Automata, Scarlet Nexus possui dois protagonistas, porém não espere uma narrativa em que você hora joga com um e hora com outro.

Os protagonistas são Kasane Randall e Yuito Sumeragi. Cada um é único, com seu próprio estilo de combate, personalidade e grupo de amigos. Apesar disso, a história é única, ou seja, tem sempre o mesmo desfecho. Portanto, o jogador pode escolher o personagem que quiser e ele terá uma boa experiência e uma visão relativamente completa da história.

Kasane e Yuito são os protagonistas de Scarlet Nexus

Mas e o outro personagem? Não muda nada? O desfecho geral da história não, porém a interação com os personagens secundários, certas boss fights e missões estão exclusivamente atreladas a um ou outro. Considere como um incentivo da Bandai para jogar as duas campanhas.

Bom, mas e a história? A história se passa em um mundo pós-pós-apocalíptico, com temática brainpunk. Os seres humanos passaram a produzir hormônios que os concedem habilidades “paranormais”, bem ao estilo de My Hero Academia, porém atreladas ao cérebro e à capacidade de visualizar e imaginar.

Apesar do avanço da tecnologia e dos poderes em humanos, a humanidade é constantemente ameaçada pelas Criaturas (ou Others, em inglês), criaturas que caem do céu e que comem cérebros. Para combater essa ameaça, é formada a OSF, uma força militar que recruta os psiônicos mais fortes para combater a ameaça. E é aí que nossos protagonistas se encaixam.

A história começa com nossos protagonistas sendo recrutados e exercendo funções militares normais, até um certo acontecimento que desencadeia diversos eventos relacionados a golpe de estado, revolução, censura, controle da mente e demais conspirações e atrocidades científicas.

Psicocinese, Eletrocinese, Pirocinese e outras “-cineses”…

Posso dizer com toda a certeza e prazer do mundo que Scarlet Nexus tem uma jogabilidade impecável, viciante e variada. A sociedade é cheia de “super-humanos”, sendo Kasane e Yuito dois deles. Ambos têm o poder da psicocinese, capazes de manipular objetos com o poder da mente.

“Nossa, mas que poder careta. Vou ficar só atirando objetos por aí…” Sim e não. De forma simples, sim, você vai atirar muitos objetos nos inimigos, mas aí é que entra a jogada mestre da Bandai. O ambiente é cheio de objetos interativos, bem parecido com o que vimos em Marvel’s Spiderman. Cada objeto pode ser lançado de forma diferente, o que leva a combos diferentes. Em certos mapas é até possível atropelar inimigos com um trem ou rodar um lustre a lá Beyblade e acertar os inimigos.

Além da psicocinese, o jogador tem acesso a outros poderes como eletro- e pirocinese, que ele pode pegar emprestado dos companheiros de equipe. Além desses dois poderes, Scarlet Nexus nos traz poderes incomuns e inesperados como clarividência, esclerocinese, invisibilidade, teleporte, hipervelocidade e duplicação. Apesar de incomuns e à primeira vista inúteis ou ruins de lutar, a Bandai conseguiu utilizar esses poderes de forma criativa.

É possível usar a invisibilidade e a clarividência para causar danos críticos em inimigos e quebrar armaduras. A duplicação duplica os danos causados pela psicocinese e ataques normais. A hipervelocidade e o teleporte permitem derrotar inimigos rápidos ou acessar áreas específicas. E a esclerocinese confere invencibilidade ao jogador por um tempo determinado.

Como mencionei anteriormente, Kasane e Yuito são acompahados por amigos em sua jornada. Cada campanha conta com uma gama de personagens específicas, porém ainda assim, no final do jogo, é liberado acesso a todos. Durante a campanha também é possível conversar e interagir com todos eles, independente da campanha escolhida.

Todos os personagens de Scarlet Nexus

Bem ao estilo Persona 5 ou Xenoblade Chronicles com seus momentos “heart-to-heart”, Kasane e Yuito podem interagir com o personagens secundários e estreitar laços com eles. E claro, com isso, ganha-se bônus de batalha, como tempo estendido de uso de habilidades, mais danos, combos novos, etc. Em complemento a isto, o jogo também tem uma árvore de habilidade em que podemos gastar pontos para desbloquear novas possibilidade de combate, como o pulo duplo, uso simultâneo de dois poderes, etc.

Um universo de cair o queixo

O universo de Scarlet Nexus é belo, porém simples. Para um “jogo de otaku”, os gráficos são bem polidos e animados. Cada área ou região do mapa tem um design único, com inimigos próprios e objetos interativos específicos.

Menção honrosa e merecida para a trilha sonora, que é única para cada situação e região do mapa. Além de combinar muito bem com a temática do jogo. Fiquem com um gostinho da trilha sonora com a abertura de Scarlet Nexus abaixo:

Agora, voltando à programação normal, – cof cof – o ponto alto da direção de arte vai para o design dos inimigos. Diferente daqueles inimigos genéricos da maioria dos jogos com temática japonesa, Scarlet Nexus traz inimigos deformados, um mix entre pessoa, animal, planta e objeto. Para quem assiste animes ou acompanha essa mídia, eles lembram bastante as bruxas de Madoka Magica. Segue abaixo alguns do inimigos do jogo:

Veredito

História
Jogabilidade
Arte
Trilha Sonora

Vale ou não vale a pena?

O jogo tem mais pontos positivos que negativos. De forma breve, posso dizer que é um dos jogos mais bem polidos que já joguei na nova geração de consoles, além de apresentar adaptações próprias para o Dualsense tornando tudo mais dinâmico e imersivo.

Além disso a história, apesar de “atirar para todos os lados”, é bem coesa e fechada. Para o combate só tenho elogios para dizer. A única coisa que me desagradou foram as side-quests, que eram rasas e irrelevantes, bem no estilo vá de um ponto a outro, colete tal item ou mate tais inimigos.

Posso afirmar com toda certeza que a Bandai deu um bom chute inicial na nova geração de consoles e espero que esse seja o novo padrão para jogos desse estilo. Espero também do fundo do coração que Scarlet Nexus se torne uma franquia, dado seu potencial e universo complexo. Scarlet Nexus tem o selo de aprovado da Torre de Controle.

4.8
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