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ANÁLISE | Monitor Acer Nitro XF3

Monitor Acer Nitro XF3

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ANÁLISE | Monitor Acer Nitro XF3

Grande parte dos jogadores hoje em dia precisa escolher entre qualidade de imagem ou performance. Quando se trata de monitor, o Acer Nitro XF3 é sem dúvidas uma dessas decisões

Quando falamos do estado atual da indústria de games, a grande maioria dos jogadores precisa enfrentar uma difícil escolha que às vezes depende mais do gosto pessoal: qualidade de imagem ou performance? Jogar um game com uma resolução 4K e “Ray Tracing” ou com uma taxa de quadros de no mínimo 60 frames por segundo? Nem sempre existe uma resposta ideal, especialmente com a chegada dos novos consoles nessa geração, mas é fato que donos de PS5, Xbox Series ou de PCs de faixa intermediária precisarão decidir.

O Monitor Acer Nitro XF3 é uma dessas decisões

Priorizando a mais alta performance para sua categoria, o Acer Nitro XF3 possui uma taxa de atualização de 240Hz a 280Hz, com até 0,5ms de tempo de resposta. Além disso, ele conta com o recurso AMD FreeSync Premium, que faz com que a performance da imagem seja determinada pelo poder da sua placa de vídeo, não por uma taxa determinada pelo monitor. Isso garante experiências de jogo mais suaves e responsivas, ideais para gamers que buscam equipamentos que não restrinjam suas capacidades e talvez possam até ajudar a aprimorá-las.

Monitor Acer Nitro XF3 - Elden Ring

Porém, o outro lado do espectro, apesar de oferecer recursos interessantes no papel, não entrega nada excepcional. Seu display IPS de 27” possui resolução Full HD, HDR10 e até 400 nits de brilho. Tudo isso é mais que suficiente para quem tem a performance em foco, mas aqueles que ainda assim esperam cores vívidas ou imagens com grande nitidez não encontrarão nada especial. O único destes recursos que possui resultados interessantes que fazem a diferença é o brilho, que pode ressaltar um pouco mais a qualidade da imagem – especialmente pelo fato da tela não possuir uma superfície muito anti-reflexiva.

Monitor Acer Nitro XF3 - Ori

A Acer oferece algumas tecnologias e recursos para adequar a imagem às exigências do jogador, como o Black Boost com 11 níveis de ajustes escuros, a possibilidade de overclock para os 280Hz com o Game View, 6 eixos de ajuste de cor (ideal para profissionais de edição de imagem), ou a Acer BluelightShield que protege mais os olhos da luz azul emitida. Na prática, contudo, é mera perfumaria e possui baixo impacto no resultado.

Monitor Acer Nitro XF3 - Horizon

A construção do monitor é interessante: seu design “zero frame” traz bordas mínimas no topo e nos cantos laterais, o que dá a impressão de uma tela ainda maior e é perfeito para quem busca colocar dois ou três monitores lado a lado. Sua base é pesada e firme, permitindo um ajuste de altura de 120mm, inclinação vertical de -5º a 25º e um giro horizontal de 360º. Isso traz uma sensação de segurança no produto e uma boa versatilidade para setups diferentes – por mais que sua instalação apesar de simples não seja muito intuitiva e o plástico que envolve a tela não transmita essa mesma sensação, dificilmente você terá medo do monitor perder o equilíbrio mesmo em posições menos convencionais. Também acompanham o monitor um cabo HDMI e um cabo DP 1.2 (necessário para quem deseja atingir as taxas de atualização mais altas).

Monitor Acer Nitro XF3 - KOF XV

Para os jogadores que se encontram do lado da “performance” no que diz respeito a decisão que comentamos no início, o monitor Acer Nitro XF3 é uma ótima opção. A fluidez da imagem é notável e faz toda a diferença em games que exigem respostas rápidas. O investimento vai depender de até onde você aceita abrir mão da qualidade de imagem – ou do quão indiferente esse quesito é para você – em troca de uma experiência fluida e com “input lags” basicamente imperceptíveis. Este é um produto que, como um todo, pode facilmente satisfazer o consumidor médio que busca uma solução a altura de suas exigências para completar seu setup.

 

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Formado em Design de Games pela Universidade Anhembi Morumbi e com mais de 5 anos de experiência como Motion Designer e Editor de Vídeo, já palestrou sobre GameDev e leva os joguinhos à sério por mais que sua mãe diga que não dá dinheiro (não dá)

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