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Análise | Need for Speed Unbound

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Análise | Need for Speed Unbound

Uma franquia querida por muitos, e que vem tentando emplacar novamente no gosto popular dos jogadores. O novo capitulo de Need for Speed traz de volta o que teve de melhor em seu passado numa tentativa de reviver seus anos de ouro. Será que deu certo?

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Houve um tempo em que Need for Speed nos surpreendia com seus jogos, especialmente quando adaptou sua proposta de uma gameplay totalmente arcade para oferecer um jogo inspirado em corridas de rua, drag racing e tuning de veículos. O capitulo Underground da franquia foi o nosso Velozes e Furiosos e que moldou muitos jogadores naquela época.

Aqueles anos foram de glória e que não voltarão nunca mais, e com isso o desgaste veio e tivemos uma série de jogos que beiravam o ruim e o medíocre. Quando pensávamos no pior, a franquia anunciou seu retorno da mão da Criterion, responsável por Burnout e NFS Most Wanted de 2012, que foram resgatados do desastre de Battlefield 2042 para voltar às ruas com Need for Speed Unbound.

Criterion e sua receita

Need for Speed Unbound é talvez um dos últimos esforços da franquia para se manter viva em um momento em que seus anos de glória estão para trás e sua história recente mostra a incapacidade de se manter atual. A cada jogo lançado, um novo desgosto era estabelecido e com isso menos vontade se tinha de continuar jogando. As coisas começaram a mudar com o lançamento de Need for Speed Heat e se manteve agora com o mais novo titulo. Talvez seja o melhor NFS em anos.

Com tudo a ganhar e nada a perder, a Criterion se aventura nesse novo capitulo utilizando de seu passado para garantir o sucesso, principalmente quando se trata de corridas de ruas clandestinas. É aí que Need for Speed Unbound tem seu primeiro acerto, focando na jogabilidade; não em uma história, não na performance gráfica, não na trilha sonora, a primeira coisa é sua sensação de direção nas corridas e o resto vai se encaixando e formando sua gameplay como um todo. As primeiras horas do jogo isso fica bem claro para o jogador, onde vemos a trama acontecendo, adversários para serem superados, e uma lista grande de objetivos para melhorar seu carro e sua oficina.

Conheça Lakeshore

A cidade fictícia da vez é a Lakeshore, que foi claramente inspirada em Chicago, Illinois. Temos o ciclo dia e noite que veio lá do NFS Heat, só que sem ser de forma burra igual era no jogo anterior. Aqui tanto faz se é dia ou noite, as corridas são ilegais de qualquer jeito, havendo sempre “pressão” para o aparecimento da polícia e as consequências que isso implica, algo que cai perfeitamente com a proposta geral do jogo, porque o que está em jogo é você ganhar as corridas clandestinas e fazer se nome.

Acima de qualquer coisa, os carros são os destaques do jogo. Sua modificação para ter mais potência e velocidade, e ganhar o máximo de dinheiro que puder. Cabe ao jogador decidir como fazer o melhor “tunning” e garantir uma corrida perfeita e ganhar o máximo de dinheiro possível.

O inicio é quase o padrão dos jogos anteriores, onde começamos com um carro mais velho, antigo, e depois quanto mais avançamos, mais carros teremos. Seguimos um calendário de eventos, e cada dia temos varias corridas durante o dia e a noite. A cada ciclo concluído, passamos para o próximo dia e assim vamos completando. Ao final da semana vem o grande desafio onde os prêmios são melhores e a dificuldade também.

Por falar em dificuldade, não estranhe se achar o jogo difícil nas primeiras horas, pois parece ser algo intencional. É passado a sensação de que estamos fraco e vamos evoluindo aos poucos, superando um a um. Quando você começa a melhorar seu carro, você nota a diferença nas corridas e como as coisas vão ficando menos difíceis. Além do premio para cada colocação, você também pode apostar contra algum personagem especifico que você irá ganhar dele naquela corrida, porém estranhamente, se você escolher o mais fraco ali, na corrida ele simplesmente vira um foguete e consegue ganhar de todos. Estranho não?

Need for Speed sendo Need for Speed

Se tratando da jogabilidade do jogo, temos aqui um misto de Underground + Most Wanted + Carbon, mas com uma mecânica Arcade variada para cada tipo de veiculo. Estamos falando de carros perfeitos para corridas de rua, enquanto outros são próprios para estradas de terra ou até mesmo drift. Mas claro, o jogador tem total controle de seu carro, podendo modifica-lo de acordo com sua necessidade. Mesmo que você tenha os melhores veículos para cada tipo de competição, seus adversários estão ali pelo mesmo objetivo que você, e isso torna cada corrida mais emocionante que a outra. Você nunca terá aquela distancia com folga em relação aos outros colocados, então um pequeno vacilo seu, e todos te ultrapassam. E lembrando que temos limites de quantas vezes podemos repetir a corrida. Então nem pense que só aceita ganhar em primeiro lugar, porque isso não é uma opção.

Um ponto não menos importante, é a trilha sonora. Particularmente achei a pior de todos os jogos da franquia. Algo que sempre foi marcante em cada jogo, dessa vez foi ficando cada vez mais irrelevante ao ponto de ser totalmente desnecessária. Pelo que eu vi de outras pessoas, essa opinião parece ser quase unanime. O foco dessa vez foi no hip hop e eletrônica, algo que a geração de hoje irá apreciar com mais facilidade. Tem até musica brasileira no meio. Quando foi anunciado ou vazado, vimos o lance de partes do jogo ser tratado como desenho, e isso gerou muitas duvidas em relação a sua qualidade. Ao experimentar o jogo, pude ver que isso não é lá totalmente ruim e com poucas horas de jogo você se acostuma e aceita com facilidade esses detalhes, que dão um visual único para as corridas.

 

É 8 ou 80

Need for Speed tem seus altos e baixos? Tem! Vamos ter novamente jogos igual foi na época de ouro da franquia? Provavelmente não! Mas isso não anula o esforço que os estúdios estão tendo para trazer uma experiência marcante em cada jogo, mesmo que isso esteja sendo bem difícil. A proposta de Unbound revive muita coisa do passado de forma brilhante e isso faz com que ele tenha seu potencial estabelecido. Vale a pena dar um chance para o jogo e aceitar as mudanças, pois será assim daqui pra frente. É um jogo completo, repleto de conteúdo e liberdade, o que falta para o jogador é apenas experimentar o jogo sabendo de suas mudanças. Tem seus defeitos, mas seus acertos se sobressai.

O que importa é o presente e Need for Speed Unbound, sem possuir qualquer inovação, reúne vários elementos que os fãs pediram para combiná-los e executá-los de uma boa forma, resultando em uma experiência divertida que continua te trazendo de volta ao jogo mesmo depois de tê-lo completado. No final, Unbound é um bom titulo da franquia, e a Criterion está de parabéns por seus esforços durante produção, que mesmo ter sido pausada para dar suporte ao BF 2042, ela não deixou a qualidade ser prejudicada.


 

Análise produzida com cópia digital cedida pela EA

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