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Disney reformula o calendário de lancamentos e Artemis Fowl não sairá em cinemas

O panorama da industria do cinema frente á pandemia do novo Coronavirus está em constante mudança. Com a paralisação quase total dos cinemas, até um império multibilionário como a Disney teve fazer concessões, algumas bem radicais,  para se adaptar à essa nova realidade

Nesta sexta (04), a produtora anunciou seu calendário atualizado de lançamentos para 2020-2021. Mulan, antes com estreia marcada para 27 de Março, agora vai para 24 de Julho, data anteriormente de Jungle Cruise, que agora foi adiado mais de um ano para 30 de Julho de 2021. Viuva Negra, que estava cotada para a 1 de Maio, agora vai para 6 de Novembro, data antes ocupada por Os Eternos. Essa mudança causou um imenso efeito dominó nos lançamentos da Marvel. Agora Os Eternos vão para 21 de Fevereiro, data de Shang-Chi e a Lenda dos 10 Anéis, que vai para 7 de Maio de 2021, data antiga de Doutor Estranho e o Multiverso da Loucura, que se realoca em 5 de Novembro, empurrando Thor: Amor e Trovão para 18 de Fevereiro de 2022. Pantera Negra 2 ainda permanece em 6 de Maio de 2022, enquanto Capitã Marvel terá sua estréia adiantada em duas semanas, lançando em 8 de Julho.

Os filmes Soul, da Pixar e o musical West Side Story de Steven Spielberg manterão suas datas de 9 de Julho e 11 de Dezembro, respectivamente. Outros como Indiana Jones 5, que ainda está atrás de um novo diretor, foi adiado de 9 de julho de 2021 para 29 de Julho de 2022The French Dispatch, de Wes Anderson, foi de 24 de julho desse ano para 16 de Outubro.

Mas a mudança mais significativa, que pode ser um divisor de águas para a distribuição cinematográfica, é a adaptação de Artemis Fowl, que vai pular a janela de cinemas e estreará diretamente na plataforma Disney+. Essa já é a segunda grande produção Hollywoodiana a ter sua estréia em cinemas cancelada, após Trolls: Turnê Mundial da Dreamworks. Apesar de todos os cancelamentos, a Disney assegurou que considerava o modelo de distribução tradicional de filmes essencial para o seu modelo de negócios. Esse manobra quebra esse paradigma. Para a Disney, que desde a última década vêm favorecendo grandes franquias como Star Wars, Marvel e remakes de seu próprio catálogo, uma adaptação de um livro não muito conhecido fora dos Estados Unidos ainda é um risco de não pagar o seu orçamento, que foi estimado acima de 100 milhões. Se essa ideia vingar, pode ser que a Disney abandone a exclusividade dos lançamentos em cinemas dos filmes de menor orçamento, ou que não tem retorno garantido, reservando apenas para as grandes franquias. E se isso funcionar com a Disney, é muito provável que outros estúdios vão seguir esse caminho. Cada vez mais o futuro do cinema está incerto, e o Corona veio pra acelerar essa mudança.

Por falar nisso, como sempre Os Novos Mutantes foi esquecido no churrasco, sem nova data de estréia.