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Falcão e o Soldado Invernal é o que há de melhor na Marvel

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Confira a logo de Falcão e o Soldado Invernal

Admito que Falcão e o Soldado Invernal era uma das séries que menos me animei pra assistir quando foi anunciada. Eu tinha um interesse enorme em WandaWision, por exemplo por todo o potencial da personagem e de suas histórias nos quadrinhos. No entanto essa falta de hype em Falcão e o Soldado Invernal fez com que a série me surpreendesse demais.

O desenvolvimento dos protagonistas, junto a uma história que só vai crescendo e preparando o terreno para o Capitão América de Sam é ótimo e no meio disso temos conflitos com os coadjuvantes e os Apátridas, “vilões” da série.

Clima de Soldado Invernal em Falcão e o Soldado Invernal

A galera reunida em Falcão e o Soldado Invernal
Zemo (Daniel Brühl), Falcão/Sam Wilson (Anthony Mackie), Soldado Invernal/Bucky Barnes (Sebastian Stan) e Sharon Carter/Agente 13 (Emily VanCamp) em FALCÃO E O SOLDADO INVERNAL exclusivo no Disney+. Foto de Chuck Zlotnick. ©Marvel Studios 2021. All Rights Reserved.

Se por um lado a série não ganhou muito minha atenção no início, ao assistir o primeiro episódio eu fiquei completamente imerso. Cenas de ação no mesmo nível – ou até melhores – que as do cinemas, a volta de Barão Zemo (Daniel Bruhl) e aquele clima tenso de Capitão América: O Soldado Invernal. Além disso, Sam e Bucky finalmente ganhando mais camadas como personagens me deixou intrigado e ansioso pelo episódio da semana seguinte.

É bem legal a forma como a série desenvolve cada um dos protagonistas, mesmo que com dilemas tão diferentes. Bucky carrega o peso de ter matado dezenas de pessoas como Soldado Invernal, enquanto Sam sofre na pele todos as indiferenças sociais. Mesmo tendo salvo o mundo de Thanos, ele mal consegue um empréstimo no banco para ajudar sua família.

No meio disso tudo temos os Apátridas, um grupo de sobreviventes do estalo de Thanos e que conseguiram unir as nações nesse tempo. No entanto, no pós-Ultimato eles passaram a ser vistos como terroristas e inimigos devido a forma como faziam as coisas.

Preparando o terreno para o novo Capitão América

A série poderia facilmente se chamar Capitão América e o Soldado Invernal, mas a ideia de desenvolver Sam antes disso acontecer foi muito mais inteligente. Por mais que você, assíduo leitor de quadrinhos já estivesse preparado, o público em geral talvez não.

Optar por aprofundar a mitologia dos Super Soldados foi um ótimo ponto pra série e trazer personagens como Isaiah Bradley pra trama para discutir racismo e o quão complicado é a escolha de colocar um homem negro no uniforme de “herói da américa”.

Felizmente nada na série é gratuito e as discussões sociais são muito bem colocadas e críveis. Não somente na questão do racismo em volta de Sam Wilson, mas também pelo desdém dos EUA na questão de seus soldados que dão o sangue pelo país e muitas vezes o máximo que conseguem de recompensa são traumas.

Mas e aí, compensa assistir?

Em uma única palavra, sim. Diferente de WandaVision que sofreu com teorias na internet e um hype bizarro na internet, aqui as coisas foram mais controladas. Talvez pelo fato de que eu não estava esperando nada da série, a recompensa foi ótima, mas posso dizer com clareza que temos um ótimo entretenimento junto à mensagens importantes e um desenvolvimento muito bom que prepara um personagem antes secundário para um protagonista.

Não sei exatamente quais são os planos para o universo expandido da Marvel, mas tenho certeza que Sam terá um grande foco a partir de agora e que o mundo está enfim pronto para um novo Capitão América.

E por fim, mas não menos importante, Falcão e o Soldado Invernal acrescentou muito a esse universo. Trouxe o Barão Zemo de volta, implementou John Walker, que eu não entrarei em muitos detalhes, assim como deixou várias brechas do que esperar no futuro do MCU. E caso você não tenha gostado ou por algum motivo você não consegue aceitar Sam Wilson como Capitão América, eu termino esse texto com isso: