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Opinião | Somos privilegiados

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Opinião | Somos privilegiados

Nós, gamers, somos privilegiados. Podemos transitar entre mundo em segundos, e isso é bom demais.

No mundo dos games, somos privilegiados. Podemos viver aventuras que somente nós podemos. Com meia dúzia de escolhas, podemos ir das geladas águas da Inglaterra de Assassins Creed Valhalla até os campos de futebol da mesma Inglaterra. Isso em segundos, e muitas das vezes jogando com 60 quadros por segundo e na mais alta definição possível.

Além disso, somos privilegiados por poder ter acesso e poder jogar grandes obras primas. Chrono Trigger é, pra mim, o melhor jogo já feito até hoje, e apesar de não estar em nenhum console, ele pode ser apreciado no celular e na Steam, coisa impensável há 20 e tantos anos atrás. Temos notado uma maior vontade de manter a história e o legado do passado disponível para quem está começando nesse nosso amado hobby.

Contudo, nem tudo são flores. Há uma série de pessoas que ao invés de celebrar tudo o que já temos e vamos receber no futuro preferem gritar aos quatro ventos o quão ruim é a escolha do outro. Não me entenda mal, eu adoro zoar o console do amiguinho, ou tirar um sarro daquele jogo que está no mais alto hype atual, mas isso não me dá salvo-conduto para falar groselha ou xingar A ou B por sua escolha. Temos que fazer o que mais gostamos de fazer: jogar. Esses paladinos de coisa alguma uma hora ou outra serão deixados de lado. Para essas pessoas só restará o ostracismo.

Voltando ao tópico central desse texto, apesar de todo o nosso privilégio, ainda há muito a ser feito e conquistado. O cross-play foi o primeiro passo para integrar os muitos fãs de joguinhos eletrônicos. Pelo menos pra mim, é sensacional eu estar no meu Xbox enquanto meu amigo está no Switch dele e podermos compartilhar uma partida de Fortnite, por exemplo. Quantos jogos mais não devem estar sendo desenvolvidos com essa integração em mente. Isso me fascina e me deixa animado.

Uma coisa que tem me perturbado nos últimos anos no Brasil é o preço dos jogos, então quem pode comprar jogos no lançamento muitas vezes é privilegiado sim. Não estou falando de você gamer que sabe procurar pelo seu joguinho na melhor promoção ou comparar lojas e pegar o melhor benefício, eu falo do gamer comum.

Aquele que muitas vezes não acompanha as notícias, que vai em uma Lojas Americanas com o filho e acaba pagando R$ 350 em um jogo que poderia adquirir por R$ 220 na internet. Sim, eu sei que cada um sabe o que faz ou se informa como pode, mas muitas das vezes a pessoa não tem tempo ou não se importa de se atualizar e acaba pagando mais caro do que deveria.

Por isso que páginas em redes sociais são extremamente importantes, elas informam enquanto entretém as pessoas, o que é o melhor dos dois mundos. E graças a Deus que elas existem, já que a realidade é bem ruim às vezes.

Imagem mostra Kirito de Sword Art Online, com o Nerve Gear. Somos privilegiados de poder acompanhar esse ótimo anime.

Por fim, somos privilegiados em poder fazer parte de uma série de mundos diferentes ao mesmo tempo. Pretendo seguir nessa vida enquanto eu existir e, quem sabe um dia, poder vivenciar algo a mais, algo parecido com o Sword Art Online, mas isso é papo para um outro dia, uma outra hora.

Um treinador de Pokémon aposentado que quer se tornar profissional de futebol de botão. Ama joguinhos mais que tudo e prefere debater ideias e teorias sobre eles do que necessariamente jogar. Power metal é água, ou seja, a fonte de vida.

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