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Especial|É rock, mas também é roll

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Especial|É rock, mas também é roll

Hoje é o Dia Mundial do Rock. Gênero que nos deu grandes bandas, canções que se tornaram verdadeiros hinos, e por mais que décadas se passem, jamais serão esquecidas. Os verdadeiros inventores dos shows de arena. Aqueles que moviam multidões, encantavam, emocionavam e embalavam outros tantos.

Hoje em dia não é tão legal ser visto como rockeiro. Sempre fomos taxados como bêbados e drogados, mas ainda assim, muitos ostentam suas vestimentas pretas, cabelos longos e o orgulho de ser rockeiro. Mesmo aqueles que, porventura, não podem usar essas indumentárias, levam o estilo no coração, e principalmente, nos fones de ouvido.

Hoje é dia de Rock, mas também é Roll. Dia de celebrar as grandes bandas do passado que pavimentaram a estrada até os dias de hoje. Os desbravadores do desconhecido. Como não lembrar de Freddie Mercury regendo a multidão no Rock in Rio? Ou então do AC/DC com seu sino gigantesco no palco? Ou o não tão garoto Bruce Dickinson correndo nos palcos com os caras do Iron Maiden? Ou então do maravilhoso maestro André Matos que nos deixou tão cedo?

Imagem de Tobias Sammet e Andre Matos em um show cheio de rock.

Tobias se apaixonou pela música de André na infância, depois, ambos gravaram muitas músicas juntos.

E falando no André, eu tive o privilégio, sem saber, obviamente, de assistir ao seu último show ao vivo. Ele estava com sua banda, o Shaman, abrindo um show para o Avantasia, do seu grande amigo e meu ídolo Tobias Sammet. Poder ver essas duas lendas naquele palco sem saber o que aconteceria uma semana depois foi um privilégio absurdo. Por isso temos que valorizar todas as experiências da nossa vida.

Quantas vezes fomos na casa de um amigo sem saber que aquela foi a última vez por conta das várias circunstâncias da vida? Vida essa que é um sopro. Vai embora do nada, mesmo quando tudo o que mais queremos é ficar por aqui. Puxando a história do Rock, quantos grandes nomes nos deixaram cedo demais? Bon Scott, Cliff Burton, Freddie Mercury, John Bonham, Dio, Lemmy, e muitos, muitos outros.

Por mais que digam: o rock morreu! Balela. Ele está vivo. A cada criança que descobre as pirotecnias do Kiss, ou a genialidade de Jimmy Hendrix, ou a poderosa voz de Rob Halford, o rock renasce um pouquinho. Hoje temos acesso ao que quisermos com um clique, e com a instrução certa, logo teremos uma nova geração de novos fãs, e, quem sabe, novos músicos que vão trazer um toque novo para o gênero.

Mas ainda assim, um dia, olharemos para trás e veremos tudo o que não podemos mais ver ao vivo. E isso vai doer. O dia da morte do já citado André Matos foi um dos piores da minha vida. Da mesma maneira quando fiquei sabendo que Lemmy havia nos deixado. Ou então quando o Chester Bennington foi embora tão cedo. Eu sei que tudo que um dia começa tem um fim, mas é nossa missão como humanos brigar contra isso.

Rock pode ser traduzido, entre outros, como abalar, e roll pode ser visto como cilindro. Ou seja, é um gênero que passa por cima de tudo abalando geral. E assim podemos ver também a sua música. E suas muitas fases.

Desde o rock raiz até a criação do metal, que evoluiu, e mudou, e rotacionou, e se alterou, e caiu, e ressurgiu, como uma fênix que nunca morre.

Um dia, quando eu tiver um filho, uma das primeiras coisas que eu farei será lhe dar aulas sobre o que é música de verdade. Apresentar os grandes mestres, e os grandes menestréis que, infelizmente, nos deixaram. O rock não morreu. Nem vai, nunca. Enquanto tiver um cabeludo, um colecionador de discos, um aficionado que tem a coragem de ostentar uma camiseta com a sua banda favorita, nosso amado rock não morrerá.

Então, meu amigo, Don’t Stop Believin.

Um abraço.

Ailton Bueno.

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Um treinador de Pokémon aposentado que quer se tornar profissional de futebol de botão. Ama joguinhos mais que tudo e prefere debater ideias e teorias sobre eles do que necessariamente jogar. Power metal é água, ou seja, a fonte de vida.

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