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Primeiras Impressões – Devil May Cry 5

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Primeiras Impressões – Devil May Cry 5

Foram quase 11 anos de espera, mas finalmente Devil May Cry 5 chegou. Hideaki Itsuno finalmente volta a direção da franquia, para nos entregar o “Capítulo final da história dos filhos de Sparda”. Com isso gostaria de compartilhar um pouco da minhas primeiras impressões, após ter zerado o jogo uma vez.

Em relação a jogabilidade dos personagens, Dante e V foram para mim os personagens mais divertidos de jogar. Nero, no entanto, continua sendo um personagem limitado ao meu ver, mesmo com a variedade que os Devil Breakers proporcionam para os combos.

Falando um pouco do Nero, protagonista do jogo e meu personagem favorito na franquia, sua jogabilidade em si está quase a mesma em relação ao jogo antecessor. Quase todos os combos envolvendo a espada Red Queen e a Pistola Blue Rose foram mantidos. Agora, a jogabilidade com Devil Breakers, os braços mecânicos, mudam completamente a forma de como ele se comporta. No jogo anterior podia se abusar do Devil Bringer para quase tudo em relação a combos, mas com eles sendo limitados em slots e seus ataques especiais podendo serem usados só uma vez, isso destrói o braço mecânico específico, tornando seu uso mais cauteloso. E quando seus slots de braços acabam, o personagem fica extremamente limitado em gameplay, podendo no máximo continuar puxando inimigos pequenos ou se aproximando de grandes com uma corrente mecânica.

Dante volta com um arsenal antigo e novo de Devil Arms, além das armas de fogo. Não tive oportunidade de testar todas elas, pois usei apenas 3 armas específicas: Rebbelion/Sparda (ambas as espadas possuem os mesmos combos, parecendo uma skin da outra), a Demon Sword Dante e a Balrog.

Sobre a Rebbelion, o combos continuam os mesmo desde DMC 3 para mim, com algumas animações novas. A Demon Sword Dante tem combos bem pesados, mas não passa a sensação de ser uma arma pesada, ela tem quase a mesma velocidade que os golpes da Rebbelion, além de criar espadas de energia para seguirem o rastro dos ataques, aumentando os combos com a mesma, inclusive, essas espadas de energia podem ser atiradas no inimigos também. A arma Balrog foi a que me permitiu combar inimigos com mais facilidade, por ser rápida, principalmente estando no modo soco. Além disso, por ela te permitir alterar entre o modo soco ou chute dentro de algumas sequências, isso a torna bem versátil pra criação de vastos combos.

O personagem que se denomina V foi de longe o que eu mais gostei de jogar, pois ele apresenta um estilo completamente diferente dos outros personagens. Ele é um personagem mais voltado pra combate à distância, por atacar usando demônios externos, inclusive com sua própria barra de HP. Os demônios podem tanto atacar de forma independente quanto ordenada pelo personagem, tornando seu combate extremamente estratégico e voltado pra algo mais lento. Mesmo podendo atacar a distância pra matar os inimigos em definitivo, o personagem precisa executar uma animação de finalização perto deles, forçando o jogador a ter que lutar corpo a corpo em algumas partes. Vale ressaltar que o personagem tem menos saúde e sofre mais dano de ataques comuns.

Por fim, falando um pouco das missões em si, o jogo possui um número vasto de missões com cada personagem. É uma campanha onde a cada missão se alterna entre os personagens, assim o jogador fica familiarizado com o gameplay dos 3. O level design das missões está bem melhor do que em DMC 4, se assemelhando um pouco com a exploração do DMC da Ninja Theory nesse aspecto, podendo o jogador encontrar vários segredos enquanto vasculha o cenário.

Enfim, se eu pudesse definir Devil May Cry 5 apenas nessa primeira jogatina, seria a junção da exploração e variedade de missões do Devil May Cry 3 com jogabilidade refinada do 4. Valeu muito a pena esperar tanto tempo por este jogo.

Jogador há mais de 20 anos, adorador de jogos plataformas, principalmente antigos. Streamer, nas horas vagas, de jogos da franquia Castlevania e speedrunner de jogos da série Mega Man Zero. Twitter:@raf_valente

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