As histórias e os contos

Existem poucas séries de jogos que podem se orgulhar de ter 25 anos de vida, e a série Tales of é uma delas. Com o seu primeiro game sendo lançado para o Super Nintendo, no longínquo ano de 1995, a franquia conta hoje com mais de 20 títulos, entre jogos da série principal e spin-offs. Dado o contexto da série, vamos ao real foco dessas palavras.

Decidi que o ano de 2020 seria para mim o ano Tales of. Por conta disso, comecei a jogar um dos primeiros jogos que comprei para meu PlayStation 4, lá em 2017, e iniciei a minha jornada em Tales of Zestiria. Sem entrar no mérito da história nem nada do tipo, o game passa aquela mensagem de amizade onde devemos confiar nos amigos e procurar fazer sempre tudo o que for possível para ajudar o próximo, mesmo quando nossa vida não for um mar de rosas. Sacrifícios são necessários, então devemos sempre seguir em frente e desafiar as adversidades em rumo de um futuro melhor.

Zestiria foi uma baita jornada. Um dos poucos jogos onde o final do game aconteceu antes da grande batalha contra o chefão final. E isso foi maravilhoso. Pois já sabia os motivos que me levaram até o derradeiro combate. Os twists na história mais para o final com as revelações apresentadas fazem dele um bom jogo que recomendo para todos.

Posterior a ele, resolvi começar a prequela do Zestiria, batizado de Tales of Berseria. O game começa cerca de 1000 anos antes do outro jogo e eu confesso que estava curioso em entender como o mundo iria se modificar ao ponto de chegar ao caos que presenciei em Zestiria. Com o desenrolar da história, um elemento puxava para si toda a narrativa: vingança. Tudo o que a personagem principal, Velvet, fazia era para se vingar do seu nêmesis, Artorius.

Passei a jornada inteira acreditando em uma coisa, queria seguir muito em frente para cumprir com aquele destino, quando foi então que, tal qual a vida, as minhas expectativas foram sacudidas e eu já não sabia mais o que pensar. As coisas mudaram de tal maneira que eu precisarei parar por um momento para absorver tudo o que me fora apresentado ali.

A partir daquele instante, tudo o que eu achava que era realidade dentro daquele universo se despedaçou. Só me restou então desligar o meu vídeo game e ruminar todos os acontecimentos. E tal qual a música da Maysa, “Meu mundo caiu”. Tudo havia mudado. Mas para melhor! Finalmente as coisas estavam claras e o fim de tudo me deixou ainda mais instigado a saber o que aconteceu no período que dividem o fim de Berseria e o começo de Zestiria, porém, não há muitas informações disponíveis.

É impressionante como cada um dos jogos tem o seu tema bem definido e os personagens secundários, que são vitais durante a jornada, tem o seu espaço para brilhar e ser bem desenvolvidos. Um que me chamou a atenção em ambos os games é Zaveid. Em Berseria ele é um “jovem” Malak/Seraph idealista e que briga por sempre fazer a coisa certa. Ele inclusive tem o seu credo de sempre ajudar e salvar o próximo, às vezes até se colocando em risco. Porém, em Zestiria, eles só quer saber de destruir os demônios sem se importar com nada. E é essa mudança que faz dele um personagem fascinante. Óbvio que algumas coisas acontecem em ambos os games, mas não entrarei em detalhes para não estragar a jornada de ninguém.

Neste momento estou no meu terceiro Tales of, o remaster de Vesperia. E mais uma vez é possível ver definidos os temas centrais do game. Pelo menos até agora, pouco mais de 10h de jornada, tem sido a exploração do mundo e ajudar os amigos em dificuldades. Pode ser que a coisa toda mude mais para frente, vai saber. Estou ansioso para saber o que vai acontecer mais adiante.

Por enquanto é isso. Minha meta é zerar todos os jogos possíveis da franquia ainda este ano. E com fé isso vai acontecer. Se os outros jogos forem tão bons quanto os que já tive o prazer de desfrutar, então será uma ótima jornada. E lembrando que Tales of Arise está para ser lançado. Só Deus sabe quando isso vai acontecer, ainda mais com tudo o que está acontecendo. O jeito é esperar, mas sempre jogando.

Um treinador de Pokémon aposentado que quer se tornar profissional de futebol de botão. Ama joguinhos mais que tudo e prefere debater ideias e teorias sobre eles do que necessariamente jogar. Power metal é água, ou seja, a fonte de vida.