Análise | Final Fantasy VII Remake – Vale a Pena?

Introdução

“Lá vem análise velha…” Calma lá rapaz!

Ontem, 25/02, a Sony transmitiu um novo State of Play para falar de futuros lançamentos para a linha antiga e atual de consoles. No meio da apresentação, recebemos mais informações da Square Enix sobre a versão de Final Fantasy VII Remake atualizada para PS5.

Além disso, recebemos informações inéditas sobre uma expansão chamada de Intergrade. Confiram o trailer apresentado no State of Play de ontem:

Cloud, o rapaz deprimido

Assim é como gosto de pensar no protagonista de Final Fantasy VIIR. Cloud, um rapaz de poucas palavras e aparentemente pouco interessado nas tragédias do mundo que o cercam.

Antes de continuar, vale ressaltar que esta redatora não jogou a versão original de FF7. Portanto, tudo aqui será analisado apenas de acordo com o que pude extrair do remake e alguma informação que eu já tinha do original.

Voltando para o Cloud, ele é o nosso principal protagonista e primeiro personagem controlável. É bem possível que mesmo quem não conheça o título, já tenha visto um rapaz loiro de cabelo espetado, e que carrega um espadão gigantesco nas costas (“sério, como ele usa aquilo?”).

Protagonista de Final Fantasy VIIR
Cloud Strife, o protagonista principal de FF7R

Ao longo do jogo e ao acompanhar Cloud, notamos que ele é atormentado por “um senhor” de longos cabelos prateados que o provoca constantemente. Essas cenas são apresentadas na forma de memórias confusas e como espécies de flashbacks.

Cloud enfrenta Sephiroth em vários momentos do jogo

Como é de se esperar, “esse senhor” trata-se de Sephiroth, o principal antagonista do jogo. Pelo que é apresentado na primeira parte do remake, é possível extrair que Cloud e Sephiroth têm algum tipo de história, em que um fez mal ao outro, ou algo nessas linhas.

Considerando que o jogo se trata da primeira parte prevista do Remake, é normal que muitas perguntas não sejam respondidas ou que alguns pontos fiquem soltos ou mal explicados. Apenas nos resta aguardar a segunda parte para ver como tudo se encaixa.

Rostos Familiares

Para quem já conhece o jogo original, nada tema, pois alguns dos nossos queridos personagens retornam no remake com looks de matar.

A turma completa (ou quase) de FF7

Além de Cloud, podemos controlar Tifa, Barret e Aerith. O jogo também conta com a adição e aprofundamento de personagens secundários que aparecem em Midgar, como Jesse, Biggs e Wedge. Inclusive, é possível se apegar e se conectar a esses personagens que entraram quase como figurantes no original.

Obviamente, cada personagem conta com seu próprio estilo de combate, habilidades e combos. Logo mais, entraremos nesse quesito.

Midgar

A primeira parte do remake se passa em Midgar, a cidade de aço. Quando digo “primeira parte”, me refiro a TODO O JOGO. O jogador não têm acesso a nada fora da cidade. Tudo acontece dentro dela e por causa dela (como ela é e seus problemas).

Cidade de Midgar em todo o seu “esplendor”

Midgar é um cidade modelada a partir de conceitos steampunk para criar um modelo moderno e tecnológico de metrópole. Apesar disso, a cidade não é steampunk, afinal, o combustível principal utilizado para alimentar a cidade é o Mako, a energia extraída da terra e motivo principal dos conflitos do primeiro jogo.

Midgar é dividido entre uma zona “alta” e uma zona “baixa”. A alta é onde se encontra a parte mais abastada e “bem de vida” da cidade. A parte baixa é onde se encontram as mazelas sociais: favelas, pobreza, miséria, doenças, dentre outras. Essa é a parte da cidade onde temos o famoso céu de ferro, que inspira a fala final de Aerith nessa parte do remake.

Basicamente, o jogo gira em torno de Midgar e do “grupo terrorista” Avalanche, que querem acabar com os reatores movidos a Mako para assim salvar o planeta e o meio ambiente. Mas, conforme o jogo se estende, é possível ver que os conflitos da primeira parte não giram apenas em função do Mako, mas da sociedade e governo corruptos.

RPG de ação! Errr… de turnos?

Final Fantasy VIIR tem um dos melhores combates já feitos para a série Final Fantasy. O título inova a fórmula de combate ao trazer a possibilidade de mesclar hack ‘n slash com o uso de turnos.

Ao mesmo tempo que controlamos um personagem, é possível entrar numa espécie de “modo estratégico” em que podemos comandar os outros personagens a usar habilidades ou ítens. Dessa forma o combate fica fluido e interessante.

Como mencionei anteriormente, cada personagem tem suas próprias peculiaridades quanto ao combate. Isso varia desde combos até armas, ítens, habilidades e “materias” equipáveis.

Pela sua singularidade, mexer na composição da equipe em diferentes situações pode se tornar proveitoso e até mesmo vantajoso em alguns combates ao longo do jogo.

Aqueles gráficos!

Um dos maiores méritos de FF7R é o redesign dos personagens e os gráficos voltados para a nova geração de consoles. Midgar nunca foi tão bonita… e feia….

Sim. Às vezes o jogo me passa a impressão de que todo o orçamento gráfico foi para os personagens e se esqueceram de investir no ambiente. É possível verificar várias falhas desse tipo ao percorrer Midgar.

E olha que não me refiro a gráfico serrilhado ou meio quadrado, mas sim a problemas relacionados ao que é retratado à distância. Vários momentos em que contemplamos parte de Midgar a distância, parece que na verdade uma imagem foi colada lá. Sem profundidade, sombras ou qualquer coisa que pareça que é uma cidade ou parte dela à distância.

História Original e o Final Polêmico

Para quem jogou a versão original de 1997, o final foi decepcionante, horrível, bizarro… uma verdadeira decepção.

Por saber de alguns acontecimentos do jogo original, acredito que aquele final possa indicar mudanças no roteiro original. Para quem gosta muito do original, acredito que não vá gostar de nenhuma eventual mudança de roteiro.

Para mim, leiga que sou, achei uma boa oportunidade para trazer um roteiro modificado e até mesmo original se comparado ao que conhecemos como Final Fantasy VII. Afinal, estamos em 2021. Nada seria mais normal do que alguma eventual mudança. Porém, apenas nos resta aguardar as próximas partes para ver como essa história vai se desenrolar.

Intergrade e Upgrade

Como mencionei no começo desta análise, FF7R vai receber um novo conteúdo adicional, tratado como Intergrade. Essa DLC vai adicionar novos personagens à primeira parte do jogo, no caso, Yuffie. A DLC vai seguir o mesmo modelo do jogo original e termos de combate e locomoção. Confiram abaixo o trailer focado na Yuffie:

Além disso, foi anunciado o upgrade gratuito para PS5 a todos os jogadores que ADQUIRIRAM a versão de PS4. A DLC e o upgrade estarão disponíveis a partir de 10 de Junho de 2020. Além disso, o upgrade contará com melhorias gráficas, de desempenho, de tempos de loading, uma nova dificuldade e a adição de um modo foto.

PS Plus

Anunciado hoje, 26/02, FF7R integrará a linha de títulos disponibilizados a assinantes da PS Plus a partir de março. Vale ressaltar que NÃO, você assinante da Plus que adquiriu o jogo por ela NÃO terá direito ao upgrade para PS5.

Jogos anunciados na PS Plus de Março de 2021, incluindo Final Fantasy VII Remake

Veredito

História
Jogabilidade
Diversão
Trilha Sonora
Arte
Gráficos

Afinal, FF7R (ainda) vale a pena?

Essa seria a parte que apenas concluo todo esse emaranhado de palavras e frases, mas, gostaria de comentar sobre “valer ou não a pena” jogar o remake.

Com o jogo saindo de “graça” na PS Plus, a nova DLC e upgrades a caminho, hoje é um dos melhores momentos para jogar FF7R. Para quem gosta do jogo original, o remake é uma excelente oportunidade de revisitar a história e nossos queridos personagens.

Para quem nunca jogou o original ou qualquer Final Fantasy, o remake pode ser uma bela porta de entrada a outros títulos da série, especialmente pela polidez do combate, gráficos bonitos e personagens com looks de cair o queixo. Midgar dá as boas vindas a antigos e novos jogadores, aproveitem com gosto essa oportunidade de ouro.

4.7