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Resident Evil Village e a regra de 3 do obscurantismo

Resident Evil Village

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Resident Evil Village e a regra de 3 do obscurantismo

Resident Evil Village está mais perto do que nunca, e com sua data de lançamento marcada para 7 de maio já é hora de dar uma pincelada no título.

Injogável

Certamente a franquia Resident Evil já passou por muitos altos e baixos -bem baixos- como Resident Evil 5 e Resident Evil 6. Modéstia parte eu não considerado ambos os games como “ruins”, muito embora eu também não considere como bons. Digamos que são jogos e me divertiram por algumas horas.

Tirando o toque de humor de cena, os dois jogos apresentam um conceito que cada vez mais vinha sendo explorado na franquia: do absurdo desvairado. Ora, temos protagonistas socando pedras gigantes, um boss fight que se transforma em mosca gigante; nos primeiros games há aranhas, cobras e sapos gigantes, há inclusive um monstro do lago e um ogro em Resident Evil 4. Porém, o grande problema de Village será introduzir lobisomens e bruxas. INJOGÁVEL CAPCOM!

A essência de Resident Evil nunca foi sobre ser um jogo exclusivamente de zumbis comedores de cérebros. Mesmo esse inimigo sendo o mais comum da franquia não significa que o tema central da história sejam os mortos-vivos, muito pelo contrário. A essência está ligada ao vírus que transforma não somente pessoas, mas como também inúmeros seres vivos em armas biológicas.

É justamente isso que Resident Evil 7 parece ter introduzido em 2017 e que Village possivelmente retornará. Esse novo paradigma da franquia é a mesma analogia do que Resident Evil 4 sofreu no seu lançamento. Não somente por ser uma troca gráfica, de jogabilidade ou câmera, mas por tentar se destacar em meio a mesmice que a saga vinha construindo.

Entre meninos e lobos

Village situa-se nas maravilhas do casamento de Ethan e Mia Winters, os dois principais personagem do sétimo game da franquia. No entanto, por algum motivo Chris Redfield, o pugilista de pedregulhos, retorna com um visual sombrio para sequestrar a filha de Ethan, que precisará se deslocar para um lugar tenebroso em meio às montanhas.

Essa poderia ser facilmente o plot de um Busca Implacável da vida com Liam Neeson no papel principal. As analogias com Resident Evil 4 parecem ainda mais palatáveis, afinal vamos nos aventurar em um território hostil e desconhecido, passando por uma sinistra vila com acontecimentos anormais e adentrando um castelo muito suspeito, com hóspedes malditos ( ͡° ͜ʖ ͡°) e outras criaturas.

Familiar? Pois é. Village conta inclusive com uma área que serve de habitat para uma criatura do lago. Se estamos falando de um terror folclórico e rural, por assim dizer, devemos deixar a imaginação solta para nos surpreendermos com o tipo de inimigo que iremos enfrentar.

Aliás, inimigos são um aspecto que esse 8º game precisa melhorar. Em Resident Evil 7 tivemos apenas os mofados de monstros significantes. Tudo bem, eles variavam em estrutura física, mas deixa o gosto de que poderíamos ter uma variedade maior de adversários comuns, que não são necessariamente chefões.

Resident Evil Village

E falando em chefões…

A regra de 3 das trevas

Lady Dimitrescu, a vilão vampira de 2 metros de altura que tem causado…”emoções” diversas nos fãs. Não entraremos no mérito da infantil sexualização da personagem, até porque creio que o desenvolvimento da personagem não tenha tido esse interesse em mente, e não, não estamos interessados em saber sobre a cor da calcinha da vilã apenas para satisfazer a imaginação de uma parte duvidosa do fandom.

Enfim, Lady Dimitrescu me parece uma antagonista fora da curva do convencional. Não porque eu imagino que ela vá fugir de preceitos já estabelecidos e criar uma nova variante de vilões geniais e cultuados, como foi com o Pyramid Head em Silent Hill. Não.

Acredito que como o paizão de RE7, Jack Backer, um dos melhores vilões da franquia na minha opinião, Dimistrescu seguirá a linha do carisma para conquistar os jogadores. Além do evidente apelo visual, a personagem não te dá a impressão de ser uma criatura irracional, burra ou que segue apenas instintos, ela não é animalizada a ponto de se tornar um tipo de Mr.X ou Nemesis (RE3 Remake), que apenas obedece ordens.

O papel de Dimistrecu é outro, e a dinâmica dela enquanto vilã parece ser um dos pontos altos do game. Da mesma forma como Heisenber -não, ele não tem câncer ou produz meta- é ainda mais misterioso e parece partilhar do mesmo carisma que falamos anteriormente.

Em uma nova comparação, claro, podemos fazer uma regra de 3 completamente distorcida, mas que funciona para mim. Vamos lá: Lady Dimitrescu está para Salazar, assim como Heisenber pode estar para Bitores Mendez. Faz sentido? Teremos que descobrir em breve….

Não sabemos o papel de Chris Redfield para a trama, muito menos se será um mocinho ou malvadão. Mas quem sabe a figura de Jack Krauser não esteja se desenhando novamente?

Por fim, sobra apenas a super misteriosa Mãe Miranda, que no fim das contas presumidamente ser transformará em uma criatura surreal e gigantesca com diversas feridas ou olhos expostos para atirarmos com a Magnum e finalizar o game, assim como Sadler.

UN FORASTERO!

Resident Evil trará também uma nova versão do Mercante com O Duque, novo personagem que será introduzido no game e não deve ter tanta importância para a trama, apenas seus itens e dando algumas dicas.

É válido ressaltar que as opiniões emitidas nesse artigo são estritamente pessoais e eu não sou especialista na franquia, apenas alguém que gosta muito, mas longe de ser um expert.

Resident Evil Village chega em 7 de maio para PS4/PS5, Xbox One/Series S e X e PC.

Fundador da Torre de Controle. Sou apenas um jogador tentando sobreviver em um jogo sem pause, vida extra ou checkpoint.

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