Conecte-se com a Torre

Nossos Jogos Favoritos de 2021

Artigos

Nossos Jogos Favoritos de 2021

2021 chegou ao fim, e para começar 2022 daquele jeito, a Torre de Controle celebra os melhores games de 2021, escolhidos por nossos próprios redatores.

Depois de 365 dias de caos, instabilidade política, econômica, e luto por aqueles que se foram em meio a maior pandemia que o mundo presenciou nos últimos tempos, encontramos nos jogos uma válvula de escape. Um refúgio. Encontramos a diversão, tranquilidade ou reflexão. Encontramos histórias emocionantes, personagens marcantes, e mesmo que por apenas algumas horas em frente a uma tela com um controle na mão, nós encontramos um pouco de paz em meio ao caos.

Esses momentos tornam os jogos a seguir os nossos favoritos de 2021.

 

Bampede

Outer Wilds: Echoes of the Eye

(Mobius Digital)

Outer Wilds é, indiscutivelmente, meu jogo favorito de 2019. Misturando um mundo aberto com até 10 planetas e sistemas completamente exploráveis, e uma narrativa fragmentada brilhantemente contada através dos segredos espalhados em seu sistema solar, o jogo da Mobius Digital foi o frescor que eu precisava depois de passar tanto tempo focando apenas em jogos de alto orçamento. E quem terminou o jogo, sabe muito bem que a própria história não deixa pontas soltas para futuros projetos. Certo?

Bem, não para a equipe da Mobius Digital, que surpreendeu até o mais árduo fã do título (eu) ao anunciar uma expansão para setembro de 2021. Como uma história tão fechadinha e contida poderia gerar uma DLC que acrescentaria detalhes a mais na narrativa? E como os acontecimentos de Echoes of the Eye poderiam ser inseridos na cronologia sem afetar as consequências do final? Acabou que, sem muitas surpresas, Outer Wilds: Echoes of the Eye também é meu jogo do ano.

O novo conteúdo para o jogo base traz um novo local para ser explorado e está muito longe de ser considerado um conteúdo filler, pois a expansão é muito bem inserida dentro do contexto já estabelecido pela história. Ele consegue ser uma adição importantíssima para vários dos acontecimentos chaves de Outer Wilds, ao mesmo tempo que também traz conteúdo de sobra para ser considerado até mesmo um jogo individual.

Foram quase 15h desbravando as ruínas de uma nova civilização desconhecida, acompanhado do bom e velho horror presente no jogo base, mas que em sua DLC, chega potencializado e gera vários dos momentos mais mindblowing de toda a campanha. Sou grato por ter a chance de revisitar novamente o sistema solar dos lenhosos, e dar um adeus definitivo a um dos meus jogos favoritos.

 

Estevão Cavalcanti

Life is Strange – True Colors

(Deck Nine/Squase Enix)

A elogiada franquia que apresenta como protagonistas pessoas comuns com poderes sobrenaturais chega à terceira edição nos brindando com gráficos belíssimos e uma narrativa envolvente. Protagonistas e seus dramas pessoais são mesclados a uma aparente conspiração para acobertar crimes cometidos por uma empresa em uma pequena cidade.

Seguindo a fórmula dos dois primeiros jogos, a jogabilidade nos permite fazer escolhas que afetarão os rumos da estória e as reações dos outros personagens – escolhas que são permanentes e terão consequências reais.

Temas como traumas familiares, abandono, rejeição e inclusão continuam fortes em True Colors, tornando a narrativa ainda mais humana e facilitando a identificação com os personagens. Apesar da “missão” principal ser o foco, eu me vi em vários momentos mais interessado em explorar o passado dos personagens antes de avançar na estória, algo que muitos podem enxergar como demérito para o jogo, mas que eu vejo como um ponto positivo, afinal, um jogo focado em narrativa e seus personagens precisa fazer com que eu me interesse por suas estórias.

Foi lançada também a DLC Wavelengths, contando uma parte do passado da Steph. Embora eu tenha achado extremamente simplista e superficial a forma como a estória foi contada aqui, é interessante saber como foi o ano na vida da personagem na cidade de Haven Springs, como ela lidou com o trauma dos acontecimentos ocorridos no primeiro jogo (e na DLC Before the Storm) além das ótimas escolhas de música para a trilha sonora.

Uma experiência com uma boa duração – aproximadamente 10 horas para o jogo principal e mais 2 a 3 horas para a DLC – que, apesar de não ser revolucionária, melhora a fórmula da franquia em todos os aspectos e faz com que o jogador se identifique com os personagens e suas estórias. Se você gosta de jogos focados em narrativa e com opções de escolha, especialmente se gostou dos jogos anteriores, True Colors é essencial.

 

It Takes Two

(Hazelight Studios/Electronic Arts)

It Takes Two pegou a fórmula de seu antecessor, A Way Out, e a refinou quase à perfeição. Sei que elogiar o jogo que ganhou o prêmio de “Jogo do Ano” no The Game Awards é chover no molhado, mas neste caso, todo elogio é pouco.

Com gameplay totalmente focado na cooperação – como o próprio nome já diz, ele requer dois jogadores – possui um design de nível extremamente criativo, onde cada fase é distinta da outra, seguindo uma narrativa cativante e com muita carga emocional. Os níveis servem à narrativa e se encaixam perfeitamente nela, construindo aos poucos o clímax do final, abordando aspectos do relacionamento dos protagonistas e aprofundando na estória deles.

Outro destaque é a trilha sonora, que é excelente ao longo de todo o jogo, mas brilha ainda mais na última fase, com cenas belíssimas e memoráveis.

A atuação também é outro ponto alto, principalmente do personagem Dr. Hakim, dublado por Joseph Balderrama (que também dubla Cody, um dos protagonistas) mas com a participação do próprio diretor Josef Fares na captura de movimentos – ele inclusive compartilhou em seu twitter um vídeo desse processo.

Uma das melhores experiências dos últimos anos – certamente a melhor de 2021It Takes Two é uma experiência criativa, sensível e nada menos que essencial para quem gosta de jogos.

Menções honrosas: The Medium (Bloober Team/NA PUBLISHING) e Resident Evil Village (Capcom) – leia aqui nossa análise.

 

Paulo ‘Cooper’ Araújo

Resident Evil Village

(Capcom)

Arte do Jogo Resident Evill Village

Com a missão de continuar a história de Ethan Winters depois dos bizarros acontecimentos de Resident Evil 7, o mais novo game da aclamada franquia da Capcom traz uma proposta diferente do antecessor com uma quantidade e variedade maior de inimigos, uma grande diversidade de cenários e tudo isso na maravilhosa RE Engine que dá um brilho especial ao game.

O gameplay em primeira pessoa ainda divide bastante os fãs de Resident Evil, mas precisamos admitir que foi uma decisão acertada em Village e faz com que a imersão na tenebrosa Vila passe a sensação de medo e agonia que a visão em terceira pessoa não conseguiria atingir. Os gráficos são estonteantes e a experiência na nova geração é magnífica, sem travamentos e extremamente fluida.

A premissa do game parece simples a priori, porém, quanto mais progredimos percebemos a riqueza do background dos personagens e o quanto a história proposta em Village se conecta à lore que conhecemos.

Resident Evil Village é uma experiência de terror e ação muito bem balanceados e que explora com louvor as camadas de seu protagonista, além de inserir novos e outrora impensáveis elementos ao universo do game. Se você é fã de Survival Horror e Terror, curte jumpscares e admira o gore e as artes das trevas, o game é certamente para você.

 

Nos conte quais os seus jogos favoritos de 2021 nos comentários!

Comentários

Mais em Artigos

Topo