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Análise | Witcheye – Dedo no olho

Witcheye é um jogo de plataforma para Android e iOS, desenvolvido pela Moon Kid e publicado pela Devolver Digital em 15 de agosto de 2019. Possui um visual incrível e controles bem  intuitivos. Mas vale a pena? É o que veremos nesta análise

O jogo possui uma história bem inusitada: um rei contrata um valente cavaleiro para roubar os pertences e relíquias de uma bruxa. Este invade o covil da bruxa enquanto a mesma distraidamente preparava o almoço uma poção e surrupia os ingredientes que estavam sendo colocados no caldeirão. A bruxa, em toda a sua fúria, faz um B.O. se transforma em um olho flutuante e parte por seis mundos e mais de 50 fases atrás de recuperar o que lhe pertence.

Os controles são bem originais e bastante simples, sendo perfeitos para telas de toque. A direção em que o olho (você) se move é dada por um arrastar de dedo na tela e com um simples toque o olho para instantaneamente. É uma boa solução, mas possui o inconveniente de ser bem  impreciso, o que não seria um problema se em alguns trechos e batalhas contra chefes uma maior precisão fosse exigida. O jogo infelizmente não possui suporte à controles Bluetooth, o que é até justificável tendo em vista que o jogo ficaria bem mais fácil.

Os gráficos merecem uma atenção especial, lembrando os mais belos jogos da geração 16-bits, como Ristar por exemplo. Os mapas são bem distintos, passando por cavernas, montanhas de lava, oceano, etc. Alguns detalhes chamam a atenção, como a mudança de densidade (o olho sobe mais facilmente) ao entrar nos trechos aquáticos, o vento que altera a sua trajetória e pequenos detalhes como folhas caindo ao passar perto da copa das árvores. Temos ainda uma imensa variedade de inimigos, com ataques e comportamento completamente diferentes. E temos ainda cutscenes!

Cada fase, excetuando-se a última fase de cada mapa, possui um subchefe, que ao ser derrotado libera uma chave para que se continue a progressão na fase, e quatro diamantes coletáveis, sendo três verdes, mais fáceis de encontrar (geralmente caem de um inimigo derrotado) e um azul, que fica mais escondido. Outro item presente no jogo é o coração, que restaura a a energia do personagem.

Temos ainda dois ingredientes para serem recuperados em cada mapa, sendo um na última fase e o outro em outra fase qualquer. Estes itens coletáveis, aliado a dificuldades mais altas desbloqueáveis, ranking de tempo, modos bônus e desafios aumentam o fator de replay, o que é bem vindo, tendo em vista que o jogo é curto (dá para passar de algumas fases em menos de 30 segundos).

Witcheye é bem leve e não teve nenhum problema de performance durante a análise, mesmo utilizando um Android intermediário e está totalmente localizado em português, sendo bem acessível.

Além disso, o game foi feito com bastante esmero, onde cada detalha foi bem pensado e executado. E também possui um visual incrível e jogabilidade bem simples, sendo recomendado desde para aquele jogador casual de celular, que joga em pé na fila do banco, até aquele  mais hardcore que gosta de explorar e de desafios.

O jogo foi fornecido gentilmente pela Devolver Digital para esta análise, que foi feita na versão para Android.

A primeira vez foi com Golden Axe em um fliperama, mas a primeira paixão foi Sonic no Master System. Fã de RPGs, jogos indies e qualquer jogo com uma história boa.